O mercado de trabalho brasileiro apresentou novos sinais de melhora em agosto. A taxa de desocupação caiu para 5,3% no trimestre encerrado no mês, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mesmo período, o país abriu 165.827 vagas formais, conforme o Novo Caged, do Ministério do Trabalho e Emprego.
Os dois indicadores foram divulgados em 29 de setembro de 2026 e retratam dimensões diferentes do emprego no Brasil. A Pnad Contínua acompanha a situação geral da população no mercado de trabalho, incluindo ocupados, desempregados e trabalhadores informais. Já o Novo Caged registra principalmente as movimentações de contratos formais informadas pelas empresas.
Por isso, os resultados não devem ser somados ou tratados como medidas equivalentes. Em conjunto, porém, os números indicam um cenário de desemprego reduzido e expansão do emprego com registro. A taxa de 5,3% está entre as menores da série histórica da Pnad Contínua para o período de referência.
Desemprego atinge uma das menores taxas da série histórica
O recuo da desocupação significa que uma parcela menor da força de trabalho estava sem emprego e disponível para trabalhar no trimestre encerrado em agosto. A pesquisa do IBGE considera a realidade do mercado de trabalho em um intervalo de três meses, enquanto o dado do Novo Caged se refere especificamente ao saldo de admissões e desligamentos formais no mês.
De acordo com a cobertura da Agência Brasil, a taxa de 5,3% foi divulgada pelo IBGE como resultado do trimestre terminado em agosto. A leitura do indicador é relevante porque permite observar não apenas a criação de vagas com carteira assinada, mas também a participação de trabalhadores informais e outras formas de ocupação.
No mercado formal, o saldo positivo de agosto contribuiu para que o Brasil acumulasse 1.134.033 novos postos entre janeiro e agosto de 2026. Com o resultado do mês, o estoque de vínculos formais chegou a 48.244.696 empregos, de acordo com os dados apresentados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Serviços lideram criação de vagas formais
O setor de serviços foi o principal responsável pelo resultado de agosto, com a abertura de 110.346 postos de trabalho. A área também liderou o acumulado do ano, com 697.859 vagas formais criadas entre janeiro e agosto, reforçando seu peso na geração de empregos no país.
A construção civil apareceu na sequência do acumulado anual, com 200.431 novos postos. Em agosto, além de serviços e construção, também registraram saldo positivo a indústria, o comércio e a agropecuária. A distribuição mostra que a expansão do emprego alcançou diferentes segmentos da economia, ainda que com intensidades distintas.
Os números foram divulgados na página oficial do Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pela apresentação do Novo Caged. A base estatística considera os vínculos formais informados ao sistema e permite comparar o desempenho mensal, setorial e regional do emprego registrado.
São Paulo concentra maior saldo de empregos
A criação de vagas formais também teve diferenças entre as unidades da Federação. Em números absolutos, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco apresentaram os maiores saldos de empregos em agosto. Esses resultados refletem o tamanho e a estrutura diversificada das economias estaduais, que concentram diferentes atividades de serviços, indústria, comércio e construção.
Quando o critério é proporcional, considerando a relação entre o saldo de vagas e o estoque de empregos, Amapá, Paraíba e Rio Grande do Norte se destacaram no mês. A distinção entre números absolutos e crescimento proporcional é importante: estados mais populosos podem abrir mais vagas em quantidade, enquanto unidades menores podem apresentar maior avanço relativo.
Salário médio de admissão fica em R$ 2.410,74
O salário médio real de admissão alcançou R$ 2.410,74 em agosto. O valor ficou praticamente estável em relação a julho e acima do registrado no mesmo mês de 2025. O indicador considera a remuneração dos trabalhadores que ingressaram em empregos formais no período, oferecendo uma referência sobre o padrão salarial das novas contratações.
O saldo de empregos foi positivo tanto entre homens quanto entre mulheres. A faixa etária de até 24 anos teve destaque na criação de vagas, indicando participação relevante dos trabalhadores mais jovens no resultado mensal. Ainda assim, os dados de contratação devem ser analisados junto de outros indicadores, como remuneração, estabilidade e distribuição regional dos postos.
Os resultados de agosto mostram um mercado de trabalho com desemprego baixo, crescimento do emprego formal e forte contribuição do setor de serviços. A combinação entre Pnad Contínua e Novo Caged, respeitando as diferenças metodológicas entre as pesquisas, ajuda a formar um retrato mais amplo da economia brasileira e de seus efeitos sobre trabalhadores e empresas.