Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o conflito jurídico e ambiental em torno da Linha 5 da Enbridge atingiu um novo patamar de tensão. Documentos judiciais recentes, originados de uma ação movida pela tribo Bad River Band em Wisconsin, trouxeram à tona divergências profundas sobre o real impacto econômico de um eventual fechamento do oleoduto.
Enquanto ativistas da Clean Water Action utilizam relatórios para alegar que a região não depende da linha, a Enbridge e setores da indústria alertam para prejuízos bilionários e desabastecimento. No centro dessa disputa, o projeto de um túnel tecnológico surge como a única solução capaz de harmonizar a segurança hídrica com a estabilidade energética da América do Norte.
A guerra dos números: Impacto mínimo ou catástrofe econômica?
Como sugere Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o relatório do consultor Neil Earnest tornou-se o principal trunfo dos ambientalistas. Segundo o estudo, o fechamento da Linha 5 elevaria o preço do galão em apenas 0,5 centavo nos EUA e 5 centavos em Ontário. No entanto, a Enbridge classifica essa leitura como “tendenciosa”, ressaltando pontos críticos:
- Premissa de infraestrutura: os valores baixos pressupõem que alternativas de transporte já estariam prontas e operacionais, o que não reflete a realidade imediata;
- Risco de desemprego: o fechamento forçado sem o túnel poderia levar ao encerramento de refinarias em Michigan, Ohio e Pensilvânia;
- Custo familiar: a Consumers Energy Alliance estima que as famílias de Michigan pagariam até US$ 2 bilhões a mais por ano em gastos de energia e transporte.
O risco ambiental: A herança de 1953 e o Estreito de Mackinac
Como alude Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a preocupação ambiental fundamenta-se na idade da infraestrutura atual. Composta por duas tubulações paralelas de 20 polegadas operando há mais de 70 anos, a Linha 5 transporta 540.000 barris por dia por meio de águas críticas. Embora a Enbridge reforce que os tubos são três vezes mais grossos que o padrão, estudos da Universidade de Michigan projetam cenários devastadores:
- Derramamento crítico: um vazamento de 25.000 barris afetaria mais de 1,5 km de costa;
- Paralisia logística: O fechamento de rotas de navegação vitais por 12 dias geraria engarrafamentos de carga e demissões em siderúrgicas e minas;
- Histórico de vazamentos: relatos indicam que a linha já vazou 29 vezes em outros trechos, derramando mais de 1 milhão de galões ao longo das décadas.

O túnel como solução e a participação da engenharia brasileira
Diante do impasse entre a governadora Gretchen Whitmer (que revogou a servidão da linha em 2020) e a Enbridge (que se protege em um tratado internacional de 1977 entre EUA e Canadá), o projeto do túnel de US$ 500 milhões é a única via de consenso técnico. Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a participação da empresa brasileira Liderroll é estratégica neste cenário.
O projeto prevê escavar um túnel 30 metros abaixo do leito do Estreito para isolar completamente o oleoduto do ecossistema aquático. A tecnologia de lançamento e suportação da Liderroll é fundamental para garantir que a nova tubulação seja instalada com segurança máxima em um ambiente confinado e profundo, eliminando o risco de colisões de âncoras ou corrosão externa pela água do lago.
Perspectiva para 2026: Decisão federal e soberania energética
Enquanto a Casa Branca mantém uma posição cautelosa, o caso segue emaranhado em tribunais federais. A decisão do MPSC (Comissão de Segurança Pública de Michigan) é aguardada como o divisor de águas para o início das obras. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que a validação técnica da engenharia brasileira será o diferencial para convencer os reguladores de que é possível manter o fluxo energético sem ameaçar os Grandes Lagos.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez